sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Preto é preto....

Entre o deleite de uma noite e pele clara contento-me com o aprazimento de senti-la no inverso. 
Dentro de tal escuridão, apetitivo voou aos céus em paralelas formas de amar.
No espírito grita-te o doce homem de preto com epiderme que exala mais que um raça,
enlouquece os instintos fraternais e de agrado ao possuí-la no mais simples toque,
de expressões nos tímpanos que vibram na mesma freqüência. 


Meu corpo à tua espera
exalava cheiros mais prazerosos
do que uma harmonia entre as vibrações pulsantes
 dos teus dedos em bemol          








sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Foto: Bárbara Viana





    Ao som de bons ruídos sonoros sempre da vontade 
de dá, 
uma aumentada nos volumes possíveis dentro de uma 
compreensão entre a mão e os tímpanos 
exalados em uma escala de dá dó!

                 

Apetite...






Devoro o apetite insaciável do conhecimento de 200 e poucas novas fontes de prazeres e orgasmos simultâneos.

Fazer o que?

EU LEIO LIVROS...  

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desculpa..



Foi duro despertar da minha alucinação que dessa vez o delírio não foi com coisas reais. 
Bebi pra esquecer.
Mas como qualquer droga (líquida, sintética, ou natural) passou o efeito e aqui estou de novo a escrever,
só.
Abraçar-te por três vezes com a embriaguez no coração e na razão foi fácil,
o difícil foi sonambular-me às 4 da manhã até essa maldita máquina que insiste em escrever-ti.
Ou será a mim pra tentar livrar-me do peso na consciência ou a culpa de não ter falado pela ultima vez olhando dentro de quem é mais sincero (os olhos) que amo-te.
"O grito mudo" que sai em versos.
Escrever palavras é muito fácil;
Recitar sentimentos é o diferencia poetas de mortais.
Assim é como me sinto longe de você,
Sem asa, 
Sem brasa, 
Sem bola, 
Sem frajola, 
Sem estrada, 
Sem goiabada, 
Sem palhaço, 
Sem amasso.
Meu pedido de desculpas dessa vez é diferente.
Desculpa por não ter provado o quanto eu o amei.
Desculpa por não ter provado que todas vezes que pensei em algo, pensei em você.
Poucas palavras dizem mais do que muitas sem intensidade e sentimento.     

Prazer



Oh...Oh...Oh...mundo tão pobre que tu és...
...de falta de pessoas que se expressem...
...que expressem de verdade.
Na loucura, na paixão e/ou na ilusão.
Mundo quando você acabar promete que me avisa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Baia de Guanabara






Se eu conseguisse 
capturar a alma 
da mais bela 
das paisagens de baia 
seria da Guanabara.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Morte do Matador




Uma certa vez existiu na capital do Sol a historia de amor do Grilo com a Cigarra, mas acabou. E a Cigarra deu uma volta ao redor do mundo no inverno que entrara, e então voltou ao encontro do Grilo. Em uma conversa a beira do lago que eles catavam, o Grilo confessa a Cigarra que a pesar dela inseto se comportava horas como ave...que morre e renasce. E com sua morte ele relata (com lágrimas a face) a Cigarra que nunca sentiu tamanha dor ao vê-la voar novamente..antes que ela se comportasse como Cigarra, porque assim não terias tanta força e a condição de matador ficaria com o Grilo. A Cigarra mesmo vendo a aflição do Grilo em ter tomado a decisão errada, não confessou que tomou uma porção mágica que sua amiga Formiga a dera, a porção "experiência". E ate hoje o pobre do Grilo não entendi como a viu sucumbir com o terminou e se surpreendeu em vê-la renascer no verão seguinte.


Moral da Historia: As vezes quem não enxerga o outro não percebi que eram um só e acaba enfiando a faca no próprio peito.