quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desculpa..



Foi duro despertar da minha alucinação que dessa vez o delírio não foi com coisas reais. 
Bebi pra esquecer.
Mas como qualquer droga (líquida, sintética, ou natural) passou o efeito e aqui estou de novo a escrever,
só.
Abraçar-te por três vezes com a embriaguez no coração e na razão foi fácil,
o difícil foi sonambular-me às 4 da manhã até essa maldita máquina que insiste em escrever-ti.
Ou será a mim pra tentar livrar-me do peso na consciência ou a culpa de não ter falado pela ultima vez olhando dentro de quem é mais sincero (os olhos) que amo-te.
"O grito mudo" que sai em versos.
Escrever palavras é muito fácil;
Recitar sentimentos é o diferencia poetas de mortais.
Assim é como me sinto longe de você,
Sem asa, 
Sem brasa, 
Sem bola, 
Sem frajola, 
Sem estrada, 
Sem goiabada, 
Sem palhaço, 
Sem amasso.
Meu pedido de desculpas dessa vez é diferente.
Desculpa por não ter provado o quanto eu o amei.
Desculpa por não ter provado que todas vezes que pensei em algo, pensei em você.
Poucas palavras dizem mais do que muitas sem intensidade e sentimento.     

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